segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O que é um EAS ?

EAS (Elementos anormais e sedimentoscopia) é o nome do exame solicitado pelo médico em rotinas de atendimento em unidades de emergência ou mesmo em ambulatório. O exame consiste em analisar uma amostra de urina que pode ser colhida na hora (em caso de emergência) ou ao levantar-se, para exames de rotina em ambulatório. O EAS é indicado para casos suspeitos de infecção urinária, onde são analisados a presença de leucócitos ou piócitos, hemácias, células epiteliais, bactérias, muco e cristais na urina (oxalato de cálcio, urato amorfo, cristais de medicamentos), etc. A execução do exame é bem simples:
É registrado a cor da urina (amarelo claro ou citrino são cores normais no exame);
Densidade (varia de 1015 à 1020);
pH (valor normal está ente 5,0 à 7,5);
presença de: hemácias, glicose, urobilinogênio, corpos cetônicos, proteína, bilirrubina e nitrito.
Todas esses elementos é detectado através de uma tira reagente, que mergulhada na urina indica a presença ou não desses itens.
Densidade - avalia a concentração da urina, quando baixa pode está associada a insuficiência renal;
pH - avalia a presença de cristais, podendo está aumentado ou não, ira depender da observação do sedimento;
Hemácias - avalia a presença de sangue, como em alguns casos de trauma na região abdominal ou lombar; em algumas infecções urinárias pode originar também a sua presença;
Glicose - a presença deste elemento pode indicar Diabetes;
Urobilinogênio - indica a presença de doenças do fígado;
Corpos cetônicos - presente em pacientes diabéticos ou que tenham feito jejum prolongado;
Proteína - presente em infecções urinárias e no diabetes;
Bilirrubina - presente em doenças do fígado, como hepatite;
Nitrito - sua presença indica infecção bacteriana;
Piócitos ou Leucócitos - acima de 5 por campo pode indicar infecção urinária;
Células epiteliais - aumentada ou diminuída a sua presença não representa valor clínico;
Filamentos de muco - Seu aumento está relacionado a pouca ingestão de água e inflamação local.

O exame de urina é essencial no diagnóstico da infecção urinária.

Avaliação dos elementos anormais com a tira reagente.

OBS: Mais uma vez alerto que, os exames de laboratório devem ser interpretados pelo solicitante (Médico). Na dúvida procure o profissional do laboratório.


O que é Infarto agudo do miocárdio ?

Infarto agudo do miocardio ou ataque cardíaco como pode ser conhecido popularmente é uma condição caracterizada pela obstrução por coágulos e rompimento das artérias coronárias causando redução do fluxo sanguíneo e morte do tecido cardíaco. Trata-se de uma doença onde há a deposição de placas de gordura por dentro das paredes das artérias coronárias (as artérias coronárias são vasos sanguíneos que irrigam o coração). Outra causa relacionada ao infarto agudo do miocárdio é a ocorrência de um severo espasmo coronariano. O espasmo coronariano se refere ao colabamento das paredes das artérias coronárias, impedindo o fluxo sanguíneo ao coração. Embora não se saiba ao certo o que causa o espasmo das artérias coronárias, muitas vezes esta condição está relacionada a:
  • Uso de determinadas drogas, como a cocaína.
  • Dor intensa ou estresse emocional.
  • Exposição ao frio extremo.
  • Hábito de fumar cigarro.

Os sintomas iniciam-se por fortes dores do lado esquerdo do peito, associada a dormência do braço esquerdo, dores no tornozelo direito, náuseas e tonturas. O tratamento busca diminuir o tamanho da área afetada e reduzir as complicações pós infarto. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e até angioplastia coronária e cirurgia cardíaca. A previsão de evolução do paciente, será sempre mais favorável quanto menor a área de infarto e mais precoce o seu tratamento.


Infarto agudo do miocardioO infarto nos dias atuais acontece em pessoas de idades variadas.

Caspa - O que é e como surge

É uma doença que acomete 2 a 5% da população, sendo mais freqüente no sexo masculino, com início gradual das lesões. Pode ser mais intensa nos recém-nascidos e a partir da adolescência (períodos de maior atividade das glândulas sebáceas). É uma erupção comum, com o aparecimento de manchas avermelhadas com escamas amareladas e finas, distribuídas no couro cabeludo, sobrancelhas, orelhas, parte central da face, peito e costas, sulco inframamário, umbigo, área genital e virilhas. Não é conhecida a causa, mas acredita-se que possa ser referente a uma resposta de um parasita Pityrosporum ovale. A caspa é conhecida também como dermatite seborréica, tem evolução crônica em períodos mais complicados como: frio, stresse, exposição solar, calor intenso. O tratamento baseia-se no uso de shampoo e loções específicas para a dermatite e também o combate ao stresse.

A caspa não é contagiosa

domingo, 19 de setembro de 2010

Cobra Cega

A despeito dessa palavra ser uma designação comum a serpentes (Typhlopidae e Leptotyphlopidar) e a anfisbenas Amphisbaenidae, o nome cobra-cega normalmente é reservado pelos zoólogos de língua portuguesa (particularmente os brasileiros) aos anfibios da Ordem Gymnophiona (Gimnofionos ou cecilias). Às anfisbenas dão o nome de cobras-de-duas-cabeças, já que, para uma olhada rápida, cabeça e cauda são muito semelhantes.Como todos os anfíbios, a cobra-cega leva uma vida dupla - primeiro na água e depois em terra firme. Algumas espécies fazem exceção. Quando a larva sai dos ovos, vive na água, é vegetariana e respira por brânquias externas. Depois de passar por diversas transformações (metamorfoses), passa a ter respiração aérea. Respira o ar com um pulmão só. Respira também pela pele que é úmida e coberta de muco. Todos os anfíbios ápodes (sem pernas) recebem o nome de cecília. Existem aproximadamente 55 espécies. Todas elas possuem o corpo comprido, muito fino e de forma cilíndrica. As espécies mais longas que medem cerca de 90 cm, têm pouco mais de 2 cm de diâmetro. Esses animais vivem em todas as regiões tropicais, menos na Oceania e na República Malgaxe. São bastante difíceis de observar e estudar. Vivem em redes de túneis a 90 cm ou mais de profundidade, alimentando-se de moluscos, vermes e até cobras pequenas. Engolem a presa inteira e sabe-se de casos em que se comem uns aos outros. Possuem um tentáculo protrátil muito sensível entre o olho e a narina.












Cobra Cega ou Cecília

Sapo, Rã ou Perereca ?

O Brasil tem mais de 800 espécies de anfíbios anuros, como são classificados os sapos, rãs e pererecas, daí a grande dificuldade em usar os três termos de acordo com as distinções definidas nos dicionários. A língua portuguesa (falada em Portugal) apresenta, oficialmente, apenas os termos sapo e rã. A palavra perereca, que foi incorporada ao português (falado no Brasil), vem da língua indígena tupi-guarani -- significa andar aos saltos -- e era o termo utilizado pelos indígenas que falavam o tupi-guarani para designar os anfíbios, provavelmente, de forma genérica. Com o passar do tempo, o termo perereca passou a ser empregado pela população em geral, principalmente para designar aqueles anfíbios anuros dotados de discos aderentes na ponta dos dedos, que servem para eles subirem em árvores e nas paredes das casas.Os sapos, em geral, pertencem à família dos bufonídeos, embora existam espécies distribuídas por outras famílias de anuros (segundo a zoologia, anfíbios que não tem rabo), eles preferem viver em terra firme e só procuram ambientes aquáticos quando vão se reproduzir. No Brasil, uma das espécies mais comuns é o sapo-cururu (Bufo marinus). As rãs são as mais habilidosas entre esses três tipos de anuros. Elas conseguem dar saltos de até 1,5 metro de comprimento e 70 centímetros de altura. "A família dos ranídeos é a mais numerosa, embora no Brasil ocorra uma única espécie dessa família (Rana palmipes). As demais rãs brasileiras pertencem à outra família, a dos leptodactylídeos.

Sapo tem a pele rugosa e uma espécie de bolsa nas laterais (glândulas paratóides)

Perereca tem discos aderentes nas pontas dos dedos para subir em árvores e paredes.

Rã tem a pele lisa e vive no chão.

Perereca da grama.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Como o sabão age na sujeira

O sabão é um produto tensoativo (substâncias que diminuem a tensão superficial ou influenciam a superfície de contato entre dois líquidos) usado em conjunto com água para lavar e limpar. Sua apresentação é variada, desde barras sólidas até líquidos viscosos.Tradicionalmente, o sabão é produzido por uma reação entre gordura e hidróxido de sódio e de potássio e carbonato de sódio, todos álcalis (bases) historicamente lixiviados (processo físico de lavagem das rochas e solos por águas das fortes chuvas(enxurradas) decompondo-as e carregando os sedimentos para outras áreas) das cinzas de madeiras de lei. A reação química que produz o sabão é conhecida como saponificação. O sabão limpa porque as suas moléculas se ligam tanto a moléculas não-polares (como gorduraou óleo) quanto polares (como água). Embora a gordura geralmente adira à pele ou à roupa, as moléculas de sabão ligam-se à gordura e tornam-na mais fácil de ser enxaguada em água. Quando aplicada a uma superfície suja, a água com sabão mantém as partículas de sujeira em suspensão, para que o conjunto possa ser enxaguado com água limpa.O hidrocarboneto dissolve sujeira e óleos, enquanto que a porção ionizada torna o sabão solúvel em água. Assim, permite que a água remova matéria normalmente insolúvel em água, por meio daemulsificação (mistura entre dois líquidos imiscíveis em que um deles (a fase dispersa) encontra-se na forma de finos glóbulos no seio do outro líquido (a fase contínua), formando uma mistura estável).Os antigos romanos em geral ignoravam as propriedades detergentes do sabão. Para limpar a pele, usavam o strigilis (pequeno instrumento, usado na Roma e Grécia Antigas, feito de metal recurvado,) para raspar do corpo a sujeira e o suor.

Sabão de Marselha

domingo, 5 de setembro de 2010

O que é um Hemograma Completo

Hemograma é um exame realizado que avalia as células sanguíneas de um paciente, ou seja, as da série branca e vermelha, contagem de plaquetas, reticulócitos e índices hematológicos. O exame é requerido pelo médico para diagnosticar ou controlar a evolução de uma doença. Vale salientar que a expressão "Hemograma Completo" é de certa maneira redundante, já que todo e qualquer Hemograma (isto é, série vermelha, branca e plaquetária), exceto por erro do laboratório, é completo. As células circulantes no sangue são divididas em três tipos: células vermelhas (hemácias ou eritrócitos), células brancas (ou leucócitos) e plaquetas (ou trombócitos).
Hemácias são unidades morfológicas da série vermelha do sangue, também designadas por Glóbulos vermelhos, que estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 x 106/mm³, em condições normais. São constituídas basicamente por globulina e hemoglobina.
Hemoglobina (frequentemente abreviada como Hb) é uma metaloproteína que contém ferro presente nos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e que permite o transporte de oxigêniopelo sistema circulatório.
Leucócitos ou glóbulos brancos são células produzidas na medula óssea e presentes no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos. Um adulto normal possui entre 3.800 e 9.800 mil leucócitos por microlitro (milímetro cúbico) de sangue. têm a função de combater microorganismos causadores de doenças por meio de sua captura ou da produção de anticorpos. São divididos em:
Neutrófilo - estão envolvidos na defesa contra infecção bacteriana e outros pequenos processos inflamatórios. Também são chamados Micrófagos e são o tipo mais abundante no sangue humano. (45 à 65% no sangue adulto);
Eosinófilos - estão envolvidos nas infecções parasitárias e processos alérgicos. (2 à 4%);
Basófilos - Libera mediadores químicos alérgicos (histamina) (0 à 1%);
Linfócitos - É a célula predominante nas crianças. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou, mais raramente, leucemia. (24% a 32%);
Monócitos - Quando estão aumentados indica infecções virais. Os valores são alterados também, após quimioterapia.(4 à 6%);
Plaquetas - é um fragmento de célula presente no sangue que é formado na medula óssea. A sua principal função é a formação de coágulos, participando portanto do processo de coagulação sanguínea. Uma pessoa normal tem entre 150.000 e 400.000 plaquetas por mm³ de sangue. Sua diminuição ou disfunção pode levar a sangramentos, assim como seu aumento pode aumentar o risco de trombose.

O Hemograma assim como todos os outros exames, deve ser solicitado pelo médico. A principal função dos exames de laboratório é auxiliar no diagnóstico da doença.

Porque ficamos tontos quando rodamos

A orelha humana é o órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio do corpo. Possui três regiões, denominadas : orelha externa, orelha média e orelha interna. É na orelha interna, encravada no osso temporal, que vamos encontrar um complexo labirinto membranoso, conhecido como aparelho vestibular, onde se localizam células sensoriais especializadas na captação de estímulos mecânicos. Os principais componentes do aparelho vestibular são a cóclea, responsável pela audição, e o sáculo, o utrículo e os canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. O sáculo e o utrículo são duas bolsas cheias de líquido , localizadas sobre a cóclea. Em suas paredes internas existem as máculas, estruturas formadas por células sensoriais que apresentam cílios, sobre as quais ficam pequenos grãos de carbonato de cálcio. As várias máculas têm diferentes graus de inclinação em relação ao nosso corpo, de modo que, quando uma está em posição horizontal, outras estão em posição vertical ou inclinada.Os canais semicirculares são três tubos curvos, também cheios de líquido. Quando movimentarmos a cabeça, o movimento do líquido sobre os cílios das células sensoriais são estimuladas, gerando impulsos nervosos que são transmitidos ao encéfalo. Se girarmos o corpo a uma velocidade constante, o líquido no interior dos canais semicirculares passará a mover-se em consonância com estes últimos, estimulando as células sensoriais. Se pararmos bruscamente, o líquido dos canais semicirculares continuará a mover-se devido à inércia, estimulando as células sensoriais e causando sensação de tontura e a causa deste efeito se deve a percepção, pelo cérebro de duas percepções: os olhos informam ao sistema nervoso que paramos, mas o movimento inercial do líquido, nos canais semicirculares da orelha interna, informa que a cabeça ainda está em movimento.

Ficamos tontos porque o cérebro recebe duas informações contraditórias.