domingo, 5 de setembro de 2010

Porque ficamos tontos quando rodamos

A orelha humana é o órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio do corpo. Possui três regiões, denominadas : orelha externa, orelha média e orelha interna. É na orelha interna, encravada no osso temporal, que vamos encontrar um complexo labirinto membranoso, conhecido como aparelho vestibular, onde se localizam células sensoriais especializadas na captação de estímulos mecânicos. Os principais componentes do aparelho vestibular são a cóclea, responsável pela audição, e o sáculo, o utrículo e os canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. O sáculo e o utrículo são duas bolsas cheias de líquido , localizadas sobre a cóclea. Em suas paredes internas existem as máculas, estruturas formadas por células sensoriais que apresentam cílios, sobre as quais ficam pequenos grãos de carbonato de cálcio. As várias máculas têm diferentes graus de inclinação em relação ao nosso corpo, de modo que, quando uma está em posição horizontal, outras estão em posição vertical ou inclinada.Os canais semicirculares são três tubos curvos, também cheios de líquido. Quando movimentarmos a cabeça, o movimento do líquido sobre os cílios das células sensoriais são estimuladas, gerando impulsos nervosos que são transmitidos ao encéfalo. Se girarmos o corpo a uma velocidade constante, o líquido no interior dos canais semicirculares passará a mover-se em consonância com estes últimos, estimulando as células sensoriais. Se pararmos bruscamente, o líquido dos canais semicirculares continuará a mover-se devido à inércia, estimulando as células sensoriais e causando sensação de tontura e a causa deste efeito se deve a percepção, pelo cérebro de duas percepções: os olhos informam ao sistema nervoso que paramos, mas o movimento inercial do líquido, nos canais semicirculares da orelha interna, informa que a cabeça ainda está em movimento.

Ficamos tontos porque o cérebro recebe duas informações contraditórias.

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