terça-feira, 12 de julho de 2016

Febre Chikungunya

A febre chikungunya, chamada em português de febre chicungunha*,  é uma doença provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais como febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo. Felizmente, a febre chicungunha não provoca complicações hemorrágicas, sendo, portanto, uma infecção menos fatal que a dengue. A febre chicungunha é uma infecção transmitida pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que é um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por artrópodes. No caso específico da febre chicungunha, o artrópode que transmite o vírus são os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Portanto, a febre chicungunha, assim como tantas outras, é uma doença transmitida pela picada de determinados mosquitos. Assim como o ocorre na dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus não conseguem transmitir o vírus Chikungunya imediatamente após a sua contaminação. Quando o mosquito pica alguém infectado pela febre chicungunha, o sangue contaminado entra pelo seu sistema digestivo e é absorvido. A partir daí, o vírus passa a se replicar dentro do organismo do inseto, só indo aparecer nas glândulas salivares após alguns dias. Esse intervalo de tempo necessário para o mosquito contaminado tornar-se um mosquito contaminante é chamado de período de incubação extrínseco. O período de incubação extrínseco do vírus Chikungunya é de cerca de 10 dias. Todavia, este período pode variar. Em geral, quanto mais quente for a temperatura do ambiente, mais curto é o período de incubação extrínseco. Em locais onde a temperatura ambiente é baixa, o mosquito pode morrer antes que o período de incubação extrínseco esteja completo, o que justifica a maior incidência da doença em áreas tropicais. Em 2006 estudos identificaram uma mutação no CHIKV, que tornou mais fácil a sua transmissão através do Aedes albopictus. Desta forma, vários países do mundo, incluindo os EUA e o sul da Europa, passaram a ter 2 espécies de Aedes com grande capacidade de transmissão do vírus Chikungunya. Como tanto o Aedes aegypti quanto o Aedes albopictus encontram-se presente por praticamente todo o continente americano, sabia-se que era uma questão de tempo para que a doença chegasse e se espalhasse por essas bandas.



Fonte: www.mdsaude.com

Zika vírus

Os sintomas da Zika incluem febre baixa, dor nos músculos e articulações, além de vermelhidão nos olhos e manchas vermelhas na pele. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada. Normalmente a transmissão do Zika vírus ocorre através da picada do Aedes Aegypti, mas já existem casos de pessoas que contaminaram outras através do contato sexual sem camisinha. Uma das maiores complicações desta doença ocorre quando a gestante é contaminada com o vírus, o que pode causar microcefalia, uma grave doença neurológica em seu bebê. Os sintomas da Zika são semelhantes aos da Dengue, porém, o Zika vírus é mais fraco e por isso, os sintomas são mais leves e desaparecem entre 4 a 7 dias, porém é importante ir ao médico para confirmar se realmente está com Zika. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe.


Fonte: www.saudemedicina.com e www.tuasaude.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Como a coceira acontece ?

O incômodo causado pela coceira não é nada agradável, mas a coceira é, geralmente, um aviso de que o nosso corpo entrou em contato com alguma substância estranha, mesmo que pareça não existir nada. A sensação desagradável, ela permite que fiquemos bem longe do causador de coceira. Nosso organismo responde ao invasor enviando para o local uma substância chamada histamina, uma das armas que o nosso corpo produz para combater substâncias estranhas. A histamina está presente em alguns leucócitos (glóbulos brancos) do nosso sangue, os basófilos e também em células teciduais chamadas mastócitos. A coceira causada por doenças alérgicas, ressecamento da pele, dermatites, ingestão de alimentos estragados, picada de inseto e até por questões emocionais são atribuídas à liberação de histamina. Quando a gente coça o local afetado, aumenta ainda mais a circulação (por isso fica vermelho no local) e isso facilita o sistema de defesa do corpo. Assim, coçar não faz mal. A coceira é tão necessária que existem até nervos dedicados somente a ela, que são sensíveis a histamina derramada pelo sangue no tecido invadido. Como a histamina é detectada por sinais exclusivos, ela provoca uma sensação diferente do toque ou da dor: a coceira. Na verdade, a coceira só alivia porque quando coçamos, estamos arranhando levemente a pele e nossos receptores de dor são ativados. A dor e a coceira percorrem o mesmo caminho nas fibras dentro da medula espinhal, mas nunca ao mesmo tempo. A dor sempre chega primeiro ao cérebro e por isso ela inibe o incômodo da coceira. Dar uma coçadinha no local afetado é até bom, pois além de aliviar a coceira, esfregar a pele aumenta o fluxo sanguíneo na região e melhora a defesa imunológica da área afetada.

A incômoda coceira

Porque lacrimejamos ao sorrir, bocejar ou chorar

As lágrimas estão presentes na glândulas lacrimais, e elas sempre são liberadas para lubrificar os olhos. Porém quando estamos sobre fortes emoções como por exemplo numa situação em que choramos ou rirmos muito, o mecanismo de liberação é diferente. No nosso organismo, existe um hormônio chamado prolactina, esse hormônio vai agir nas glândulas lacrimais que irá liberar as lágrimas. Esse hormônio é liberado mediante uma situação de fortes emoções. Quando essas emoções ocorrem, neurotransmissores são liberados. Esses neurotransmissores são responsáveis por fazer com que a prolactina seja produzida. Já uma boa gargalhada faz com que outro neurotransmissor seja liberado. A endorfirna, os hormônios da alegria. Esse hormônio é responsável pela sensação se bem-estar, por isso nos sentimos bem quando rimos. Mas por que lacrimejamos quando rirmos? Bem, isso pode ser explicado que ao darmos uma boa gargalhada, os músculos da face pressionam as glândulas lacrimais o que fazem com que ela libera as lágrimas. Esse mesmo mecanismo de compressão das glândulas acontece quando bocejamos. Pois abrimos muito a boca e a contração muscular faz com que a glândula lacrimal seja comprimida e ocorre a liberação das lágrimas.


Dente-de-leite

O Dente decíduo, dentição decídua, dentição de leite, ou dentição temporária , conhecida também dentição infantil, primeira dentição ou dente-de-leite, é o primeiro conjunto de dentes que aparecem durante a ontogenia de humanos e outros mamíferos. O desenvolvimento dentário começa durante o período embrionário e os dentes tornam-se visíveis (erupção dentária) na boca durante a infância. São geralmente substituídos, após a sua queda, por dentes permanentes, embora, na ausência desta, possam conservar-se e manter a sua função durante alguns anos.

Dente-de-leite, lembrança da infância

sexta-feira, 16 de março de 2012

O maior inseto do mundo

Cerambecídeo gigante (Tiatanus giganteus) - Esse são os nomes popular e científico respectivamente do maior inseto do mundo. É encontrado apenas na América do Sul em florestas tropicais (Brasil, Peru, Venezuela e Equador). Os exemplares adultos desta espécie podem atingir com facilidade 17 cm de comprimento, isso sem contar o tamanho das enormes antenas que possuem. Costuma se dizer que suas grandes mandíbulas são fortes o suficiente para cortarem um lápis. Isso se dá porquê esta família de besouros chamada Cerambycidae (cujas espécies são conhecidas popularmente como "serra-paus") se utiliza dessas grandes mandíbulas para cortarem galhos de árvores onde as fêmeas depositam os seus ovos. Os indivíduos adultos não se alimentam, vivem as custas das reservas de gordura que adquiriram em sua fase larval, portanto, o único objetivo do indivíduo adulto é a reprodução.

Cerambecídeo gigante (Tiatanus giganteus)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dengue - o que é e como surge

Dengue é uma enfermidade causada por um arbovírus (vírus que é essencialmente transmitido por um mosquito), da família Flaviviridae, gênero Flavivírus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue tem como hospedeiro vertebrado o homem e primatas, mas somente o primeiro apresentam manifestações clínicas da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos primatas a viremia é baixa e de curta duração. O vírus da dengue, provavelmente, se originou de vírus que circulavam em primatas na proximidade da península da Malásia. O crescimento populacional aproximou as habitações da região à selva e, assim, mosquitos transmitiram vírus ancestrais dos primatas aos humanos que, após mutações, originaram nossos quatro diferentes tipos de vírus da dengue. A transmissão se faz pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. No Brasil, ocorre na maioria das vezes por Aedes aegypti. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro susceptível próximo. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas. A classificação 1, 2, 3 ou 4 não tem qualquer relação com a gravidade da doença, diz respeito à ordem da descoberta dos vírus. Cerca de 90% dos casos de dengue hemorrágica ocorrem em pessoas anteriormente infectadas por um dos quatro tipos de vírus. Seus sintomas são:

Dengue Clássica
Mais Febre alta com início súbito.
Mais Forte dor de cabeça.
Mais Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Mais Perda do paladar e apetite.
Mais Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Mais Náuseas e vômitos·
Mais Tonturas.
Mais Extremo cansaço.
Mais Moleza e dor no corpo.
Mais Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Mais Dores abdominais fortes e contínuas.
Mais Vômitos persistentes.
Mais Pele pálida, fria e úmida.
Mais Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Mais Manchas vermelhas na pele.
Mais Sonolência, agitação e confusão mental.
Mais Sede excessiva e boca seca.
Mais Pulso rápido e fraco.
Mais Dificuldade respiratória.
Mais Perda de consciência.
  Aedes aegypti
 









Aedes albopictus