segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O interessante voo do Urubu

Urubu é a denominação comum para o conjunto de aves da ordem Cathartiformes, família Cathartidae. O grupo é restrito ao continente americano e composto por apenas sete espécies divididas em dois subgrupos: urubus (quatro espécies) e condores (três espécies). Os urubus são aves de porte médio a grande com asas longas e largas. Possuem coloração preta, diferenciando-se principalmente no formato e coloração da cabeça. São animais necrófagos, ou seja, alimentam-se basicamente de cadáveres e possuem cabeça e pescoço nus (sem penas) para facilitar a higiene após a alimentação. Como não caçam, não possuem garras como ferramentas para segurar e matar presas, como as outras aves de rapina. Ao contrário do que se pode imaginar, utilizam predominantemente a visão para localizar as carcaças em solo, e não o olfato que é bastante limitado (exceto nas espécies do gênero Cathartes). Esses animais adoram planar e usam a térmica para isso, tecnicamente as térmicas são fenômenos de escoamento estruturados na forma de circulações produzidas por convecção térmica na camada limite atmosférica que estabelece condições favoráveis ao voo de aeronaves sem motor, tais como planadores, asa delta e paragliders, proporcionadas pelo movimento de ar quente desde a superfície aquecida até o topo da camada limite atmosférica convectivo.

Espécie mais comum de urubu o Coragyps atratus

Fonte: Infoescola e Wikipédia

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Malária - tipos, sinais e sintomas

Malária, também chamada paludismo, impaludismo ou maleita, é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos e provocada por protozoários parasitários do género Plasmodium. A doença é geralmente transmitida através da picada de uma fêmea infectada do mosquito Anopheles, a qual introduz no sistema circulatório do hospedeiro os microorganismos presentes na sua saliva, os quais se depositam no fígado, onde maturam e se reproduzem. A malária manifesta-se através de sintomas como febre e dores de cabeça, que em casos graves podem progredir para coma ou morte. A doença encontra-se disseminada em regiões tropicais e subtropicais ao longo de uma larga faixa em redor do equador, englobando grande parte da África subsariana, Ásia e América. Existem cinco espécies de Plasmodium capazes de infectar e de serem transmitidas entre seres humanos. A grande maioria das mortes é provocada por P. falciparum e P. vivax, enquanto que as P. ovale e P. malariae geralmente provocam uma forma menos agressiva de malária e que raramente é fatal. A espécie zoonótica P. knowlesi, prevalente no sudeste asiático, provoca malária em macacos, podendo também provocar infeções graves em seres humanos. A malária é prevalente em regiões tropicais e subtropicais devido à chuva abundante, temperatura quente e grande quantidade de água estagnada, o que proporciona habitats ideiais para as larvas do mosquito. A transmissão da doença pode ser combatida através da prevenção das picadas de mosquito, usando redes mosquiteiras ou repelente de insetos, ou através de medidas de erradicação, como o uso de inseticidas ou o escoamento de águas estagnadas. O diagnóstico de malária é geralmente realizado através de análises microscópicas ao sangue que confirmem a presença do parasita ou através testes de diagnóstico rápido para a presença de antigénios. Estão também disponíveis técnicas de diagnóstico que usam a reação em cadeia da polimerase para detectar ADN do parasita, embora o seu uso nas regiões endémicas seja pouco comum devido ao seu elevado custo e complexidade. A Organização Mundial de Saúde estima que em 2010 tenham ocorrido 219 milhões de casos documentados de malária. No mesmo ano, a doença matou entre 660 000 e 1,2 milhão de pessoas, muitas das quais crianças africanas. Não é possível determinar com precisão o número real de mortes, uma vez que não há dados suficientes para grande parte das áreas rurais e muitos dos casos não são sequer documentados. A malária está associada com a pobreza e pode ser um entrave significativo ao desenvolvimento económico.
















Ciclo evolutivo da Malária

Fonte: Wikpédia e Alefnews

terça-feira, 12 de julho de 2016

Febre Chikungunya

A febre chikungunya, chamada em português de febre chicungunha*,  é uma doença provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais como febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo. Felizmente, a febre chicungunha não provoca complicações hemorrágicas, sendo, portanto, uma infecção menos fatal que a dengue. A febre chicungunha é uma infecção transmitida pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que é um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por artrópodes. No caso específico da febre chicungunha, o artrópode que transmite o vírus são os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictusPortanto, a febre chicungunha, assim como tantas outras, é uma doença transmitida pela picada de determinados mosquitos. Assim como o ocorre na dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus não conseguem transmitir o vírus Chikungunya imediatamente após a sua contaminação. Quando o mosquito pica alguém infectado pela febre chicungunha, o sangue contaminado entra pelo seu sistema digestivo e é absorvido. A partir daí, o vírus passa a se replicar dentro do organismo do inseto, só indo aparecer nas glândulas salivares após alguns dias. Esse intervalo de tempo necessário para o mosquito contaminado tornar-se um mosquito contaminante é chamado de período de incubação extrínseco. O período de incubação extrínseco do vírus Chikungunya é de cerca de 10 dias. Todavia, este período pode variar. Em geral, quanto mais quente for a temperatura do ambiente, mais curto é o período de incubação extrínseco. Em locais onde a temperatura ambiente é baixa, o mosquito pode morrer antes que o período de incubação extrínseco esteja completo, o que justifica a maior incidência da doença em áreas tropicais. Em 2006 estudos identificaram uma mutação no CHIKV, que tornou mais fácil a sua transmissão através do Aedes albopictus. Desta forma, vários países do mundo, incluindo os EUA e o sul da Europa, passaram a ter 2 espécies de Aedes com grande capacidade de transmissão do vírus Chikungunya. Como tanto o Aedes aegypti quanto o Aedes albopictus encontram-se presente por praticamente todo o continente americano, sabia-se que era uma questão de tempo para que a doença chegasse e se espalhasse por essas bandas.



Fonte: www.mdsaude.com

Zika vírus

Os sintomas da Zika incluem febre baixa, dor nos músculos e articulações, além de vermelhidão nos olhos e manchas vermelhas na pele. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada. Normalmente a transmissão do Zika vírus ocorre através da picada do Aedes Aegypti, mas já existem casos de pessoas que contaminaram outras através do contato sexual sem camisinha. Uma das maiores complicações desta doença ocorre quando a gestante é contaminada com o vírus, o que pode causar microcefalia, uma grave doença neurológica em seu bebê. Os sintomas da Zika são semelhantes aos da Dengue, porém, o Zika vírus é mais fraco e por isso, os sintomas são mais leves e desaparecem entre 4 a 7 dias, porém é importante ir ao médico para confirmar se realmente está com Zika. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe.


Fonte: www.saudemedicina.com e www.tuasaude.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Como a coceira acontece ?

O incômodo causado pela coceira não é nada agradável, mas a coceira é, geralmente, um aviso de que o nosso corpo entrou em contato com alguma substância estranha, mesmo que pareça não existir nada. A sensação desagradável, ela permite que fiquemos bem longe do causador de coceira. Nosso organismo responde ao invasor enviando para o local uma substância chamada histamina, uma das armas que o nosso corpo produz para combater substâncias estranhas. A histamina está presente em alguns leucócitos (glóbulos brancos) do nosso sangue, os basófilos e também em células teciduais chamadas mastócitos. A coceira causada por doenças alérgicas, ressecamento da pele, dermatites, ingestão de alimentos estragados, picada de inseto e até por questões emocionais são atribuídas à liberação de histamina. Quando a gente coça o local afetado, aumenta ainda mais a circulação (por isso fica vermelho no local) e isso facilita o sistema de defesa do corpo. Assim, coçar não faz mal. A coceira é tão necessária que existem até nervos dedicados somente a ela, que são sensíveis a histamina derramada pelo sangue no tecido invadido. Como a histamina é detectada por sinais exclusivos, ela provoca uma sensação diferente do toque ou da dor: a coceira. Na verdade, a coceira só alivia porque quando coçamos, estamos arranhando levemente a pele e nossos receptores de dor são ativados. A dor e a coceira percorrem o mesmo caminho nas fibras dentro da medula espinhal, mas nunca ao mesmo tempo. A dor sempre chega primeiro ao cérebro e por isso ela inibe o incômodo da coceira. Dar uma coçadinha no local afetado é até bom, pois além de aliviar a coceira, esfregar a pele aumenta o fluxo sanguíneo na região e melhora a defesa imunológica da área afetada.

A incômoda coceira

Porque lacrimejamos ao sorrir, bocejar ou chorar

As lágrimas estão presentes na glândulas lacrimais, e elas sempre são liberadas para lubrificar os olhos. Porém quando estamos sobre fortes emoções como por exemplo numa situação em que choramos ou rirmos muito, o mecanismo de liberação é diferente. No nosso organismo, existe um hormônio chamado prolactina, esse hormônio vai agir nas glândulas lacrimais que irá liberar as lágrimas. Esse hormônio é liberado mediante uma situação de fortes emoções. Quando essas emoções ocorrem, neurotransmissores são liberados. Esses neurotransmissores são responsáveis por fazer com que a prolactina seja produzida. Já uma boa gargalhada faz com que outro neurotransmissor seja liberado. A endorfirna, os hormônios da alegria. Esse hormônio é responsável pela sensação se bem-estar, por isso nos sentimos bem quando rimos. Mas por que lacrimejamos quando rirmos? Bem, isso pode ser explicado que ao darmos uma boa gargalhada, os músculos da face pressionam as glândulas lacrimais o que fazem com que ela libera as lágrimas. Esse mesmo mecanismo de compressão das glândulas acontece quando bocejamos. Pois abrimos muito a boca e a contração muscular faz com que a glândula lacrimal seja comprimida e ocorre a liberação das lágrimas.


Dente-de-leite

Dente decíduodentição decíduadentição de leite, ou dentição temporária , conhecida também dentição infantilprimeira dentição ou dente-de-leite, é o primeiro conjunto de dentes que aparecem durante a ontogenia de humanos e outros mamíferos. O desenvolvimento dentário começa durante o período embrionário e os dentes tornam-se visíveis (erupção dentária) na boca durante a infância. São geralmente substituídos, após a sua queda, por dentes permanentes, embora, na ausência desta, possam conservar-se e manter a sua função durante alguns anos.

Dente-de-leite, lembrança da infância

sexta-feira, 16 de março de 2012

O maior inseto do mundo

Cerambecídeo gigante (Tiatanus giganteus) - Esse são os nomes popular e científico respectivamente do maior inseto do mundo. É encontrado apenas na América do Sul em florestas tropicais (Brasil, Peru, Venezuela e Equador). Os exemplares adultos desta espécie podem atingir com facilidade 17 cm de comprimento, isso sem contar o tamanho das enormes antenas que possuem. Costuma se dizer que suas grandes mandíbulas são fortes o suficiente para cortarem um lápis. Isso se dá porquê esta família de besouros chamada Cerambycidae (cujas espécies são conhecidas popularmente como "serra-paus") se utiliza dessas grandes mandíbulas para cortarem galhos de árvores onde as fêmeas depositam os seus ovos. Os indivíduos adultos não se alimentam, vivem as custas das reservas de gordura que adquiriram em sua fase larval, portanto, o único objetivo do indivíduo adulto é a reprodução.

Cerambecídeo gigante (Tiatanus giganteus)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dengue - o que é e como surge

Dengue é uma enfermidade causada por um arbovírus (vírus que é essencialmente transmitido por um mosquito), da família Flaviviridae, gênero Flavivírus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue tem como hospedeiro vertebrado o homem e primatas, mas somente o primeiro apresentam manifestações clínicas da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos primatas a viremia é baixa e de curta duração. O vírus da dengue, provavelmente, se originou de vírus que circulavam em primatas na proximidade da península da Malásia. O crescimento populacional aproximou as habitações da região à selva e, assim, mosquitos transmitiram vírus ancestrais dos primatas aos humanos que, após mutações, originaram nossos quatro diferentes tipos de vírus da dengue. A transmissão se faz pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. No Brasil, ocorre na maioria das vezes por Aedes aegypti. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro susceptível próximo. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas. A classificação 1, 2, 3 ou 4 não tem qualquer relação com a gravidade da doença, diz respeito à ordem da descoberta dos vírus. Cerca de 90% dos casos de dengue hemorrágica ocorrem em pessoas anteriormente infectadas por um dos quatro tipos de vírus. Seus sintomas são:

Dengue Clássica
Mais Febre alta com início súbito.
Mais Forte dor de cabeça.
Mais Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Mais Perda do paladar e apetite.
Mais Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Mais Náuseas e vômitos·
Mais Tonturas.
Mais Extremo cansaço.
Mais Moleza e dor no corpo.
Mais Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Mais Dores abdominais fortes e contínuas.
Mais Vômitos persistentes.
Mais Pele pálida, fria e úmida.
Mais Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Mais Manchas vermelhas na pele.
Mais Sonolência, agitação e confusão mental.
Mais Sede excessiva e boca seca.
Mais Pulso rápido e fraco.
Mais Dificuldade respiratória.
Mais Perda de consciência.
  Aedes aegypti
 









Aedes albopictus

Bicho Geográfico - o que é ?

A Larva Migrans Cutânea (LMC), dermatite serpiginosa ou dermatite pruriginosa, conhecida popularmente como bicho geográfico, é uma série de manifestações patológicas causada geralmente por parasitas específicos do intestino delgado de cães e gatos que eventualmente atingem o homem. As larvas infectantes deixam marcas parecidas como um mapa na pele devido a sua migração e conseguem avançar de 1 a 2 cm por dia na pele. É causada por estágios larvais da espécie de Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum. De incidência maior em países de clima subtropical e tropical, principalmente em regiões litorâneas, tais larvas costumam ser encontradas em areias de praias, tanques e parquinhos: locais onde os animais domésticos costumam defecar. Estando parasitados por estes helmintos, os ovos liberados juntamente com as fezes, em condições favoráveis de umidade e calor, se transformam em larvas em aproximadamente 24 horas, tornando-se infectantes alguns dias depois. Penetrando na pele humana, migram para o tecido subcutâneo. Lá, ao se locomoverem, deixam rastros semelhantes ao desenho de um mapa, estes localizados predominantemente nos pés, nádegas, costas e mãos – regiões do corpo que mais entram em contato com o solo. Provocam também inchaço, reações inflamatórias e bastante coceira, principalmente à noite. Tais manifestações podem atrapalhar o sono do indivíduo, propiciando um quadro de grande irritabilidade; e também causar infecções secundárias, devido ao ato de coçar. Além disso, como tais larvas eliminam substâncias tóxicas, podem causar alergias, tosse e falta de ar. O tratamento é feito com o uso de pomadas específicas e/ou vermífugos; por aproximadamente duas semanas. Para alívio da coceira, pode ser interessante se fazer compressas de gelo nos locais afetados. Quanto à prevenção, evitar andar descalço em locais onde cães e gatos transitam, recolher as fezes de seu cão, deixá-lo em casa quando for à praia e levá-lo ao veterinário periodicamente impedem que você e outras pessoas se contaminem. Além disso, é necessário evitar contato direto com a areia da praia, principalmente quando esta estiver em local sombreado e úmido: local onde as larvas se desenvolvem.

Lesões causadas pela larva migrans. Lesões causadas pela larva migrans

sábado, 6 de agosto de 2011

Piaçava - Origem

A palmeira Attalea funifera Martius, conhecida por piaçava ou piaçaba, é espécie nativa e endêmica do sul do Estado da Bahia. O nome vulgar piaçava é de origem tupi, traduzido como “planta fibrosa” com a qual se faz utensílios caseiros. Essa palmeira foi citada na carta de Pero Vaz de Caminha quando do descobrimento do Brasil sem que tenha sido, entretanto, tratado do seu uso. Durante o período colonial as fibras eram procuradas por navegadores de várias nacionalidades para fabricação de cordas utilizadas como amarra de navios, por oferecerem mais segurança às embarcações. Produtora de fibra longa, resistente, rígida, lisa, de textura impermeável e de alta flexibilidade, essa palmeira se desenvolve bem em solos de baixa fertilidade e com características físicas inadequadas para a exploração econômica de muitos cultivos. A necessidade de poucos recursos financeiros para o plantio, a manutenção e exploração, tornam a piaçaveira uma opção agrícola atraente, pelos reduzidos riscos e altos rendimentos que proporciona ao investidor. A importância econômica da piaçaveira está na extração das suas fibras industriais, destacando-se a fabricação de vassouras, enchimento nos assentos de carros, cordoaria e escovões. O resíduo obtido de sua limpeza, o qual é conhecido como bagaço, fita ou borra, serve para cobertura de casas nos meios rural e urbano. Atualmente este produto é muito utilizado na cobertura de quiosques em áreas de lazer como sítios, clubes e praças. Outro emprego do mesmo é como isolante térmico. O bulbo da piaçaveira nova é um palmito de agradável sabor.

Retirada das fibras da palmeira.

Fibras da Piaçava devidamente selecionadas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Periquito macho e fêmea - Diferenças

O periquito-australiano ou periquito-comum (Melopsittacus undulatus) é uma espécie de avepsitaciforme pertencente à família Psitacidae. É um animal de estimação muito popular. Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergadura média de 18 cm. Em cativeiro, têm uma esperança média de vida de 12 anos. Na Natureza, o periquito-australiano ocorre nas zonas interiores da Austrália, habitando em zonas áridas. A plumagem natural da espécie é em tons de verde. As penas das costas e zona superior das asas são pretas, bordejadas a amarelo. A zona da face é amarela. O macho tem a carúncula (saliência acima do bico) azul, enquanto que a da fêmea é em tom castanho. Em cativeiro, foram desenvolvidas outras colorações artificiais, sendo as mais conhecidas em tons de azul, ou totalmente brancas. Os periquitos-australianos selvagens são menores que os criados em cativeiro. Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras, frutas, farinhadas e outros complementos alimentares. Verduras: chicória molhada, espinafre; frutas: banana, laranja. Recomenda-se não dar em hipótese alguma abacate e semente de maçã, pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos. O periquito-australiano é uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem (a outra é o inseparável-de-faces-rosadas). A espécie é alvo de seleção artificial e reprodução em cativeiro desde a década de 1850. Os periquitos-australianos podem aprender a falar. A ave doméstica registada com o maior vocabulário foi um periquito-australiano chamado Puck

Diferenças entre macho e fêmea. Segundo os veterinários, é aconselhável que se faça a sexagem através do exame de DNA.

Joaninha - Amiga dos agricultores

Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas. Podem medir de 1 até 10 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 gêneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas das frutas,pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insectos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.

Ladybird.jpg Rodolia cardinalis, originária da Austrália, que apresenta élitros de coloração vermelho-sanguínea decorados com manchas pretas. Foi introduzida em várias partes do mundo para combater cochonilhas que atacam os pomares. Também é conhecida pelo nome de joaninha-australiana.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Explicando o Diabetes

Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde. Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações. Como ocorre a doença:
Falta de insulina. Nestes casos, o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidades muito baixas. Com a falta de insulina, a glicose não entra nas células, permanecendo na circulação sanguínea em grandes quantidades. Para esta situação, os médicos chamaram esse tipo de Diabetes de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM tipo 1).A diabetes mellitus do tipo I é também caracterizada pela produção de anticorpos à insulina (doença auto-imune). É muito recorrente em pessoas jovens, e apresenta sintomatologia definida, onde os enfermos perdem peso.
Mau funcionamento ou diminuição dos receptores das células beta.Estas são responsáveis pela produção de insulina cuja atuação nas células se dá pelo transporte de glicose para dentro desta . Nestes casos, a produção de insulina pode estar ou não normal. Mas como os receptores (portas) não estão funcionando direito ou estão em pequenas quantidades, a insulina não consegue promover a entrada de glicose necessária para dentro das células, aumentando também as concentrações da glicose na corrente sanguínea. A esse fenômeno, os cientistas chamaram de "resistência à insulina". Para esse segundo tipo de Diabetes, os médicos deram o nome de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM tipo 2).

 O controle da glicose e dieta são fatores fundamentais para o diabético.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Enzimas Cardíacas explicando melhor

As enzimas cardíacas, também chamadas de marcadores de necrose miocárdica (sinalizam a morte de células do músculo cardíaco ), são elementos indispensáveis para o diagnóstico definitivo do infarto do miocárdio, também chamado de infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco). As enzimas cardíacas costumam ser solicitadas em pacientes cujos sintomas (o principal deles é a dor torácica de início recente), o eletrocardiograma ou outro elemento clínico, levantem a suspeita de um infarto do miocárdio.As enzimas cardíacas devem sempre ser solicitadas em ambiente hospitalar, com o paciente internado ou em observação. Estas dosagens não necessitam de jejum. O infarto do miocárdio pode cursar com um eletrocardiograma normal ou inespecífico (sem alterações sugestivas da doença) , no entanto, a elevação das enzimas cardíacas é obrigatória para esse diagnóstico. No entanto, como essas enzimas costumam se elevar após algumas horas do início do quadro, os pacientes com dor torácica e eletrocardiograma típico de infarto do miocárdio devem ser encaminhados imediatamente para alguma terapia visando abrir a artéria obstruída (angioplastia coronariana ou o uso de trombolíticos - medicamentos que dissolvem coágulos sanguíneos ). As enzimas cardíacas costumam ser dosadas de forma seriada, ou seja , no momento da internação e dentro de alguns intervalos, estabelecidos de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

Enzimas cardíiacas:
- Creatinofosfoquinase (CPK) fração MB:
É a chamada CPK-MB massa .Esta enzima eleva-se no sangue entre 3 e 6 horas após o início dos sintomas de infarto do miocárdio, com um pico de elevação entre 16 e 24 horas, normalizando-se entre 48 e 72 horas.Essa normalização costuma ser um dos critérios para alta do paciente da unidade de terapia intensiva. A CPK-MB massa apresenta sensibilidade diagnóstica (capacidade de identificar o infarto do miocárdio) de 50% em três horas após o início dos sintomas e de 80% cerca de 6 horas após.
- Mioglobina :
É uma enzima cardíaca cujos valores de referência variam com a idade, sexo e raça. Esta enzima é liberada rapidamente pelo miocárdio lesado, começando a elevar-se entre 1 e 2 horas após o início dos sintomas de infarto do miocárdio, com um pico de elevação entre 6 e 9 horas e normalização entre 12 e 24 horas.
Embora pouco específica pelo seu elevado valor preditivo negativo (o qual varia de 83% a 98% ), é excelente para afastar o diagnóstico de infarto do miocárdio .A sua elevação não confirma o diagnóstico de infarto do miocárdio, mas quando o seu valor é normal, praticamente afasta o diagnóstico da doença.
- Troponinas :
São enzimas que estão presentes no sangue sob três formas de apresentação ( troponina C ou TnC, a troponina I ou TnI e a troponina T ou TnT). Estas enzimas se elevam-se entre 4 e 8 horas após o início dos sintomas, com pico de elevação entre 36 e 72 horas e normalização entre 5 e 14 dias. Apresentam a mesma sensibilidade diagnóstica da CK-MB entre 12 e 48 horas após o início dos sintomas do infarto do miocárdio, mas na presença de portadores de doenças que diminuem a especificidade da enzima CPK-MB , elas são indispensáveis.
Embora consideradas específicas para o miocárdio, resultados falso positivos das troponinas, ou seja, que não são causados pelo infarto do miocárdio ou outras doenças que afetem o musculo cardáiaco, foram observados por causa da presença de fibrina no soro ou por uma reação cruzada com anticorpos humanos.
O laboratório de Análises Clínicas é fundamental no diagnóstico de todas as patologias.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bacalhau - Origem

Bacalhau é o nome comum para os peixes geralmente do gênero Gadus, pertencente à família Gadidae. Dentre as várias espécies de peixes comercializados como bacalhau destacam-se duas: a Gadus morhua, COD ou bacalhau verdadeiro, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega e a Gadus macrocephalus que habita o Oceano Pacífico na região do Alaska. Outros peixes salgados e secos também são comercializados com o nome genérico de bacalhau como o Gadus virens ou Pollachius virens (Saithe), o Molva molva (Ling) e Bromius brome (Zarbo). Já em Moçambique e na Guiné-Bissau, chama-se bacalhau ao Rachycentron canadum(Beijupirá), uma espécie de peixe da ordem Peciformes.

Gadus morhua

Onça ou Leopardo ?

Um leopardo, à primeira vista, parece-se muito com uma onça pintada. Porém, um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto a onça apresenta pintas em forma de rosetas, os leopardos têm manchas menores, escuras de cor sólida. Quando o leopardo é negro também se denomina "pantera". O leopardo possui uma longa cauda, que o ajuda a manter o equilíbrio ao subir em árvores ou ao fazer longas corridas em grandes velocidades, diferentemente da onça que não possui uma cauda longa. Leopardo (Panthera pardus), também chamado onça em Angola, é, com o leão, tigre e onça pintada, um dos quatro "grandes gatos" do género Panthera. Medem de 1 a quase 2 m de comprimento, e pesam entre 30 e 70 kg. As fêmeas têm cerca de dois terços do tamanho do macho. De menor porte do que o onça pintada, o leopardo não é menos feroz. Habita a África e Ásia. Possui várias subespécies, algumas criticamente ameaçadas, como o leopardo-de-amur, o leopardo-da-barbária e o leopardo-da-arábia. O leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa) e o leopardo-das-neves (Uncia uncia) são espécies que pertencem a gêneros diferentes, apesar do nome leopardo em comum.

Onça (Panthera onça)

Leopardo (Panthera pardus)

Ácido úrico o que é ?

O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas (proteínas), por ação de uma enzima. Ele é um ácido fraco e a sua forma ionizada, o urato monossódico, é a forma encontrada no plasma humano, no líquido extra-celular e na sinóvia. A sinóvia é o líquido viscoso, que preenche as cavidades articulares, por esse motivo quando o ácido úrico está alto, as articulações inflamam e tornam-se doloridas a qualquer movimento, principalmente a articulação do dedão do pé. O conhecimento do metabolismo do ácido úrico é necessário para entender como ocorrem as diversas doenças a ele relacionadas e para possibilitar o tratamento adequado. Sabemos que as alterações dos níveis séricos (relativo a soro), do ácido úrico para cima ou para baixo causam complicações como: gota, artrite úrica, insuficiência renal aguda e/ou crônica, cálculo renal, etc. Os alimentos contêm diversas substâncias constituídas por moléculas que são: os açúcares (hidrato de carbono),gorduras (ácidos graxos) e proteínas (aminoácidos). Os aminoácidos se decompõem no organismo em:ácidos nucléicos,nucleotídios e bases purínicas. As purinas estão presentes nos alimentos ingeridos e também em proteínas do nosso próprio organismo. A verificação dos níveis de ácido úrico pode ser feita através de exame de sangue específico.

Uma refeição bem equilibrada faz a diferença.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Camuflagem e Mimetismo

Mimetismo consiste na presença, por parte de determinados organismos denominados mímicos, de características que os confundem com um outro grupo de organismos, os modelos. Essa semelhança pode se dar principalmente no padrão de coloração, textura, forma do corpo,comportamento e características químicas, e deve conferir ao mímico uma vantagem adaptativa.O mimetismo é comumente confundido com a camuflagem. No entanto, a distinção entre esses processos se dá pelo fato de que o mimetismo consiste na semelhança com um organismo em específico, enquanto a camuflagem ocorre quando determinado organismo possui um padrão de coloração semelhante ao seu entorno, dificultando sua detecção. Apesar de ser uma classificação um tanto subjetiva e sujeita a alguns casos intermediários, podemos perceber que mimetismo e camuflagem constituem estratégias distintas. No caso da camuflagem o organismo evita a detecção, enquanto no mimetismo o organismo é detectado, mas o organismo-alvo o confunde com outro. O Mimetismo pode ser de diferentes formas:
Mimetismo defensivo - Tem como alvo os predadores do mímico. Quando um organismo (perigoso ou não) mimetiza outro organismo perigoso. Como o mimetismo batesiano, onde uma espécie inofensiva mimetiza uma espécie perigosa.
Mimetismo agressivo - Tem como alvo a presa do mímico. Organismos perigosos que se imitam situações inofensivas, como as aranhas do gênero Myrmarachne, Família Salticidae, que se disfarçam de formigas.
Mimetismo reprodutivo - Muito comum em plantas, que mimetizam a fêmea de algumas espécies de inseto e se beneficiam da tentativa de cópula do macho para sua polinização.

Ophrys insectifera - Espécie de orquídea que depende da polinização de machos de moscas e abelhas que a confundem com a fêmea.

Bicho-Pau (Phasmatodea orthoptera) camuflado em uma madeira

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pulga - seu pulo é como um homem saltando um campo de futebol

Pulga é o nome comum dos insetos sem asas da ordem Siphonaptera. As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamiferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubônica. Elas afectam normalmente animais de estimação, como o gato, o cachorro, entre outros. Elas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes e em outros animais contactantes. Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes, parasitas sanguineos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida dos animais.


PREVENÇÃO


- Manter sempre limpo o local onde seu animal dorme, removendo e lavando todos os objetos (panos, cobertores, etc.) uma vez por semana.
- Em ambientes com piso de tacos ou tábuas, todos os vãos existentes devem ser calafetados, uma vez que podem servir de abrigo para pulgas no ambiente.
- Tapetes carpetes e capachos devem ser aspirados para a remoção dos ovos, larvas, casulos e adultos de pulgas.
- As casas devem ser limpas pelo menos uma vez por semana, com o auxílio de um aspirador de pó. IMPORTANTE: Descarte o filtro do aspirador após a limpeza, pois as larvas das pulgas podem eclodir dos ovos coletados pelo aspirador ou pulgas adultas podem emergir de suas pupas e re-infestar o ambiente.
- Pode a grama e faça a limpeza periódica de quintais e jardins para evitar ambientes úmidos e adequados para o desenvolvimento das larvas.
- Faça o controle de roedores no terreno da residência, pois estes são hospedeiros de pulgas que transmitem doenças.











Pulicidae
- pulga comum